{"id":7087,"date":"2026-08-16T16:24:41","date_gmt":"2026-08-16T19:24:41","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/?p=7087"},"modified":"2026-08-24T16:18:38","modified_gmt":"2026-08-24T19:18:38","slug":"da-palavra-a-imagem-fligecine-amplia-as-formas-de-contar-e-preservar-historias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/da-palavra-a-imagem-fligecine-amplia-as-formas-de-contar-e-preservar-historias\/","title":{"rendered":"Da palavra \u00e0 imagem: Flig\u00eaCine amplia as formas de contar e preservar hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Com curadoraia de Patr\u00edcia Moreira, mostra audiovisual da Flig\u00ea percorreu ancestralidades, diversidades e novos olhares<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">sobre o mundo<\/span><\/i><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea, as hist\u00f3rias ganharam diversas formas de existir, uma delas nas telonas. Na Flig\u00eaCine, espa\u00e7o dedicado ao audiovisual na programa\u00e7\u00e3o, palavras, imagens, sons, corpos e mem\u00f3rias se encontraram em uma sele\u00e7\u00e3o de filmes que reafirma o cinema como uma forma de leitura e interpreta\u00e7\u00e3o do mundo. Com curadoria da cineasta Patr\u00edcia Moreira, a mostra reuniu produ\u00e7\u00f5es baianas ou realizadas com a participa\u00e7\u00e3o de profissionais da Bahia, percorrendo temas como ancestralidade, mem\u00f3ria, diversidade, representa\u00e7\u00e3o, inf\u00e2ncia e imagina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proposta parte de uma compreens\u00e3o ampliada da pr\u00f3pria literatura segundo a curadora. Considerando o tema deste ano que traz para o centro da discuss\u00e3o as m\u00faltiplas linguagens, o cinema aparece como outra possibilidade de narrar e preservar experi\u00eancias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A programa\u00e7\u00e3o foi organizada em tr\u00eas percursos: Ra\u00edzes emCENA \u2013 Cinema, Mem\u00f3ria, Ancestralidades e Cultura Baiana, Diferen\u00e7as emCENA \u2013 Diversidade, Representa\u00e7\u00e3o e Novos Olhares e Sonhos emCENA \u2013 Sess\u00e3o Infantil: Encantamentos, Imagina\u00e7\u00e3o e Natureza. Juntos, os eixos conduziram o p\u00fablico por diferentes maneiras de perceber mem\u00f3rias, sujeitos e at\u00e9 lhe ofereceram possibilidades de imaginar outros mundos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na sexta-feira (14), o primeiro percurso levou \u00e0 tela hist\u00f3rias atravessadas pela ancestralidade e pelos saberes culturais. Entre os filmes exibidos estiveram \u201cBaob\u00e1 \u2013 \u00c1rvore do Esquecimento\u201d, de Murilo Akeem, que investiga a identidade de pessoas negras que desconhecem seus sobrenomes e suas \u00e1rvores geneal\u00f3gicas; \u201cIsso \u00e9 o que sinto\u201d, de Jafari Akin, que aproxima corpo, hip-hop e ancestralidade africana; e \u201cMulher Vestida de Sol\u201d, da curadora Patr\u00edcia Moreira, uma anima\u00e7\u00e3o experimental sobre mem\u00f3ria, consci\u00eancia e seres ancestrais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m integrou a programa\u00e7\u00e3o \u201cO Rito e a Festa \u2013 A Folia de Reis da Tabua\u201d, do Coletivo Cine Gameleira, que acompanha os guardi\u00f5es da tradi\u00e7\u00e3o da Folia de Reis na comunidade da Tabua, em Pinda\u00ed, revelando os desafios de manter viva uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural diante das transforma\u00e7\u00f5es do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 tarde, a mem\u00f3ria e o patrim\u00f4nio cultural permaneceram no centro da programa\u00e7\u00e3o com \u201cMar\u00e9\u201d, de Amaranta, que acompanha tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de mulheres em um quilombo baiano, e \u201cA vida \u00e9 da cor que pintamos,\u201d de C\u00e2ndida Luz Liberato e Jorge Alfredo Guimar\u00e3es, dedicado \u00e0 vida e \u00e0 obra do artista e cineasta Chico Liberato e \u00e0 trajet\u00f3ria de realiza\u00e7\u00e3o de Boi Aru\u00e1. A sess\u00e3o contou com media\u00e7\u00e3o de Patr\u00edcia Moreira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 noite, o p\u00fablico acompanhou \u201cCorre um Rio em Mim\u201d, tamb\u00e9m dirigido por Patr\u00edcia Moreira, uma anima\u00e7\u00e3o em stop motion que atravessa mem\u00f3ria, sonho e ancestralidade a partir da jornada de uma jovem ind\u00edgena. Na sequ\u00eancia, \u201c3 Ob\u00e1s de Xang\u00f4\u201d, de S\u00e9rgio Machado, abordou a amizade e o legado de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Caryb\u00e9, relacionando suas obras \u00e0 cultura, \u00e0 religiosidade e ao povo baiano. A sess\u00e3o que estava lotada teve coment\u00e1rio de Juca Badar\u00f3 e media\u00e7\u00e3o de Patr\u00edcia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No s\u00e1bado (15), o percurso da Flig\u00eaCine se voltou para as Diversidades, propondo uma reflex\u00e3o sobre a presen\u00e7a de diferentes corpos, identidades e experi\u00eancias nas telas e sobre a pot\u00eancia do audiovisual para construir narrativas mais plurais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A programa\u00e7\u00e3o da tarde reuniu \u201cComo nasce um rio\u201d, de Luma Flores, que aborda de forma po\u00e9tica e on\u00edrica o processo de autodescoberta sexual e aceita\u00e7\u00e3o dos desejos, e \u201cSaudade fez morada aqui dentro\u201d, de Haroldo Borges. O longa acompanha Bruno, um adolescente que vive em um bairro humilde e enfrenta uma doen\u00e7a degenerativa que o far\u00e1 perder a vis\u00e3o, transformando sua trajet\u00f3ria em uma narrativa sobre diferen\u00e7as, aprendizagem e novas formas de enxergar a vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 noite, a diversidade ganhou novas perspectivas com \u201cFardado\u201d, de Daniel Biurrum, que acompanha um policial militar gay dividido entre a identidade que precisa esconder e o ambiente em que vive; \u201cArrebol\u201d, de Duba Rodrigues, sobre um vampiro que procura registros de sua exist\u00eancia ap\u00f3s a morte de seu \u00fanico retratista; e \u201cO Vampiro e a Gazela\u201d, anima\u00e7\u00e3o dirigida por Rose Panet, que narra o encontro entre um vampiro maranhense de 260 anos e uma gazela encantada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que a exibi\u00e7\u00e3o de filmes, a Flig\u00eaCine se construiu como um espa\u00e7o de conversa e reflex\u00e3o. Para Patr\u00edcia Moreira, s\u00e3o justamente esses encontros entre p\u00fablico e obra que d\u00e3o uma dimens\u00e3o especial \u00e0 experi\u00eancia da mostra. \u201cO mais interessante que tem acontecido aqui no Flig\u00eaCine s\u00e3o exatamente esses encontros, onde as pessoas se aproximam, assistem ao filme e comentam sobre o filme\u201d, destaca a curadora. Para ela, acompanhar as diferentes percep\u00e7\u00f5es despertadas pelas obras tem sido uma das experi\u00eancias mais significativas da mostra. \u201c\u00c9 muito bom ver as impress\u00f5es das pessoas, ver a percep\u00e7\u00e3o que elas t\u00eam dos filmes, ver de que forma filos\u00f3fica, po\u00e9tica, est\u00e9tica ou acad\u00eamica que as pessoas veem o filme\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A presen\u00e7a da pr\u00f3pria curadora entre as realizadoras exibidas tamb\u00e9m aproxima cria\u00e7\u00e3o e curadoria. Dois filmes de Patr\u00edcia Moreira integraram a mostra, permitindo que ela acompanhe n\u00e3o apenas a recep\u00e7\u00e3o das obras que selecionou, mas tamb\u00e9m os diferentes olhares lan\u00e7ados sobre seu pr\u00f3prio trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao partir das ra\u00edzes, atravessar as diferen\u00e7as e chegar aos sonhos e encantamentos, a Flig\u00eaCine ampliou o territ\u00f3rio da Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea. O cinema apareceu n\u00e3o como uma linguagem distante da literatura, mas como parte de um mesmo desejo: o de transformar experi\u00eancias em narrativas e fazer com que hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e imagin\u00e1rios encontrem novas formas de permanecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rep\u00f3rter: Pedro Novaes<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fot\u00f3grafo: Thiago Gama<\/span><\/p>\n<p><b>Flig\u00ea 2026 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A nona edi\u00e7\u00e3o da Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea foi contemplada no Edital de Apoio \u00e0s Festas, Feiras e Festivais Liter\u00e1rios (N.\u00ba 01\/2024). O edital \u00e9 direcionado \u00e0 modalidade de fomento \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es culturais, conforme o Decreto Federal N.\u00ba 11.453\/2023, a Pol\u00edtica Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 12.365\/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 13.193\/2014), o Plano Estadual de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia (Lei N.\u00ba 13.559\/2016) e a Lei Federal N.\u00ba 14.133\/2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifus\u00e3o Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia, por meio da TVE Bahia.<\/span><\/p>\n<p><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com curadoraia de Patr\u00edcia Moreira, mostra audiovisual da Flig\u00ea percorreu ancestralidades, diversidades e novos olhares sobre o mundo Durante a Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea, as hist\u00f3rias ganharam diversas formas de existir, uma delas nas telonas. 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