{"id":6865,"date":"2026-08-16T15:22:35","date_gmt":"2026-08-16T18:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/?p=6865"},"modified":"2026-08-19T16:15:24","modified_gmt":"2026-08-19T19:15:24","slug":"entre-o-odio-e-o-amor-negafyah-encontra-na-poesia-um-caminho-de-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/entre-o-odio-e-o-amor-negafyah-encontra-na-poesia-um-caminho-de-transformacao\/","title":{"rendered":"Entre o \u00f3dio e o amor, Negafyah encontra na poesia um caminho de transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Foi na Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea (Flig\u00ea) que Negafyah escolheu apresentar pela primeira vez Fyah: Do \u00d3dio ao Amor, espet\u00e1culo po\u00e9tico-musical adaptado do livro da artista. Na manh\u00e3 do domingo (16), a obra chegou ao palco levando para a cena quest\u00f5es que atravessam sua escrita e sua trajet\u00f3ria: o racismo, o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra, o feminic\u00eddio e as marcas deixadas por essas viol\u00eancias. Mas, como sugere o pr\u00f3prio t\u00edtulo, a narrativa n\u00e3o termina na dor. Ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, o \u00f3dio aparece como sentimento leg\u00edtimo diante da viol\u00eancia e tamb\u00e9m como possibilidade de mobiliza\u00e7\u00e3o, enquanto o amor surge como for\u00e7a capaz de reconstruir rela\u00e7\u00f5es, fortalecer comunidades e produzir outras formas de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A escolha da Flig\u00ea para a estreia aproxima literatura e performance e d\u00e1 uma nova dimens\u00e3o ao trabalho que nasceu no livro. O que antes estava nas p\u00e1ginas ganha voz, m\u00fasica e presen\u00e7a diante do p\u00fablico. Para Negafyah, levar essas quest\u00f5es \u00e0 arte \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de criar uma comunica\u00e7\u00e3o que ultrapasse o discurso racional e alcance quem escuta pela sensibilidade.\u201cA arte est\u00e1 a\u00ed justamente para a gente poder conseguir alcan\u00e7ar as pessoas de uma forma sens\u00edvel, art\u00edstica. E o poema consegue fazer isso muito bem, consegue impactar, consegue chegar nas pessoas\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A apresenta\u00e7\u00e3o parte de uma palavra carregada de peso: \u00f3dio. Para Negafyah, no entanto, esse sentimento n\u00e3o precisa ser apenas destrutivo. Pode tamb\u00e9m se transformar em for\u00e7a para enfrentar as viol\u00eancias que atravessam a popula\u00e7\u00e3o negra. \u201cO espet\u00e1culo \u00e9 sobre o processo do \u00f3dio enquanto supera\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m enquanto usar essa ferramenta do \u00f3dio para conseguir se organizar melhor\u201d, explica. \u201cO \u00f3dio como uma ferramenta, como uma v\u00e1lvula, como um combust\u00edvel para que a gente possa se organizar, para que a gente possa conseguir alcan\u00e7ar coisas que s\u00f3 o \u00f3dio estimula esse processo. N\u00e3o apenas deix\u00e1-lo consumir.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A reflex\u00e3o parte das experi\u00eancias concretas de uma popula\u00e7\u00e3o que convive diariamente com diferentes formas de viol\u00eancia. \u201cQuando a gente fala de \u00f3dio, a gente est\u00e1 falando sobre as mazelas sociais que n\u00f3s, enquanto popula\u00e7\u00e3o negra, sofremos. O genoc\u00eddio, n\u00f3s, enquanto mulheres, o feminic\u00eddio, todo tipo de preconceito racial que est\u00e1 a\u00ed, que \u00e9 colocado em nossas vidas\u201d, afirma a artista.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u00c9 nesse territ\u00f3rio entre a dor e a pot\u00eancia que o espet\u00e1culo se constr\u00f3i. A proposta n\u00e3o \u00e9 negar a raiva, mas pensar no que pode ser feito com ela. \u201cComo \u00e9 que a gente pode usar esse \u00f3dio que est\u00e1 inerente na gente, que a gente sente? Como \u00e9 que a gente pode usar isso?\u201d, questiona Negafyah.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Mas o espet\u00e1culo n\u00e3o se encerra na revolta. Se o \u00f3dio aparece como combust\u00edvel para a transforma\u00e7\u00e3o, o amor surge como outra for\u00e7a capaz de reorganizar a vida. Para a artista, \u00e9 necess\u00e1rio romper tamb\u00e9m com a imagem que frequentemente coloca pessoas negras apenas no lugar da dor e da viol\u00eancia.\u00a0\u201cAl\u00e9m de tudo, \u00e9 tamb\u00e9m falar sobre o amor e quanto n\u00f3s, pessoas pretas, podemos ter esse sentimento. A gente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colocado no lugar do \u00f3dio\u201d, afirma. \u201cA gente n\u00e3o deixa s\u00f3 se permitir isso, mas como o amor tamb\u00e9m pode nos transformar.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Esse amor, na concep\u00e7\u00e3o apresentada pela artista, vai muito al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es afetivas. Ele est\u00e1 na comunidade, na vizinhan\u00e7a, na f\u00e9, na ancestralidade e nas rela\u00e7\u00f5es de cuidado que sustentam a vida coletiva. \u201cQuando a gente est\u00e1 falando de amor, n\u00e3o estamos falando apenas de amor afetivo sexual. A gente est\u00e1 falando sobre o amor da comunidade\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Em Mucug\u00ea, essa dimens\u00e3o ganhou uma rela\u00e7\u00e3o particular com o pr\u00f3prio territ\u00f3rio. Negafyah fala de uma comunidade que percebeu como pr\u00f3xima e acolhedora, onde as pessoas se visitam, convivem e cuidam do espa\u00e7o em que vivem. \u201cA gente est\u00e1 aqui no Mucug\u00ea, em uma comunidade muito bel\u00edssima, onde as pessoas parecem se reunir, se visitar, se gostarem, uma vizinhan\u00e7a boa, um cuidado com esse espa\u00e7o\u201d, observa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-7007\" src=\"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-819x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"819\" height=\"1024\" srcset=\"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-819x1024.jpg 819w, http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-240x300.jpg 240w, http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-768x960.jpg 768w, http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-1229x1536.jpg 1229w, http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-1639x2048.jpg 1639w, http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10-1-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A espiritualidade tamb\u00e9m ocupa esse lugar de afeto e pertencimento. \u201cA gente tamb\u00e9m fala do amor da comunidade religiosa, tanto as igrejas quanto tamb\u00e9m os terreiros de Candombl\u00e9, principalmente o terreiro de Candombl\u00e9, que eu sou\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A escolha da poesia como linguagem para abordar temas t\u00e3o delicados tamb\u00e9m \u00e9 parte fundamental da proposta. Para Negafyah, a arte consegue alcan\u00e7ar o p\u00fablico de maneira sens\u00edvel, criando possibilidades de reflex\u00e3o sobre assuntos que muitas vezes permanecem escondidos ou tratados como tabu. \u201cEu acredito que a arte est\u00e1 a\u00ed justamente para a gente poder conseguir alcan\u00e7ar as pessoas de uma forma sens\u00edvel, art\u00edstica\u201d, afirma. \u201cE o poema consegue fazer isso de uma forma muito bem, consegue impactar, consegue chegar nas pessoas\u201d, disse ela.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A artista tamb\u00e9m defende que quem produz arte n\u00e3o pode se afastar das quest\u00f5es do seu tempo. Ao citar Nina Simone, refor\u00e7a a responsabilidade de transformar em cria\u00e7\u00e3o aquilo que atravessa a sociedade. \u201cA Nina Simone falou que o artista, quando ele n\u00e3o reflete o seu tempo, ele n\u00e3o \u00e9 um artista completo. Porque o artista precisa refletir o seu tempo, o que est\u00e1 acontecendo ali.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u00c9 nesse compromisso com o presente que <em>Fyah, Do \u00d3dio ao Amor<\/em> coloca em cena quest\u00f5es como racismo, genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra e feminic\u00eddio. \u201cNada mais justo do que a gente ainda precisar refletir sobre quest\u00f5es de racismo, sobre quest\u00e3o de genoc\u00eddio da nossa popula\u00e7\u00e3o negra, mas agora, principalmente, refletir sobre o feminic\u00eddio que est\u00e1 em alta\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Negafyah fala a partir de um lugar de experi\u00eancia e pertencimento. \u201cEu, enquanto uma mulher negra perif\u00e9rica, fa\u00e7o essa reflex\u00e3o para que os meus, as minhas, possam refletir tamb\u00e9m, quem sabe, mudar de perspectiva e o cen\u00e1rio sobre essas a\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Na plateia, a poesia encontrou hist\u00f3rias que n\u00e3o eram estranhas ao que estava sendo dito. Professora de Irec\u00ea, Rani Dourado assistiu \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o e conta que passou pelo espet\u00e1culo entre o encantamento e os arrepios. Para ela, a for\u00e7a n\u00e3o estava somente em ver uma mulher negra no palco, mas em reconhecer a transforma\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias compartilhadas em linguagem art\u00edstica.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u201cEu n\u00e3o via a representatividade s\u00f3 de uma mulher negra, s\u00f3 de uma pessoa que viveu as mesmas hist\u00f3rias que eu, mas que fez dessas hist\u00f3rias a arte. Muitas dessas hist\u00f3rias dela, s\u00e3o como a minha, como a sua, s\u00e3o assim de supera\u00e7\u00e3o. E a gente tem que ter a arte como esse escape&#8221;, declarou.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">J\u00e1 para Enie Miranda, professora de Barra do Mendes e admiradora do trabalho de Negafyah, a apresenta\u00e7\u00e3o carregava ainda a expectativa de quem aguardava encontrar ao vivo um trabalho que j\u00e1 admirava. Ela conta que n\u00e3o era sua primeira experi\u00eancia na Flig\u00ea, mas que esta edi\u00e7\u00e3o vinha sendo especialmente marcante. E, quando a artista come\u00e7ou a declamar o poema de que mais gosta, a emo\u00e7\u00e3o tomou conta.<\/p>\n<p>\u201cFoi um momento muito emocionante, estava superaguardado esse momento com a Negafyah. E quando eu cheguei aqui, que j\u00e1 vi ela declamando o poema que eu mais amo, foi realmente de chorar. \u201cQuando eu cheguei aqui, que j\u00e1 vi ela declamando o poema que eu mais amo, foi realmente de chorar, incr\u00edvel mesmo. Agrade\u00e7o a oportunidade ao Universo de estar aqui hoje na presen\u00e7a dela e apreciando o trabalho dela, que \u00e9 maravilhoso, incr\u00edvel&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">O espet\u00e1culo aborda temas sens\u00edveis, entre eles aborto e quest\u00f5es relacionadas \u00e0 legalidade, al\u00e9m de racismo, genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra e feminic\u00eddio. Por isso, embora seja destinado a todos os p\u00fablicos, Negafyah acredita que a juventude, os adultos e as pessoas da melhor idade possam estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o especialmente intensa com as quest\u00f5es apresentadas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u201c\u00c9 um espet\u00e1culo para todo mundo, crian\u00e7as, adultos. No entanto, eu acredito que a juventude, as pessoas adultas e a melhor idade consigam sentir um impacto maior desse espet\u00e1culo, porque a gente vai falar de alguns temas sens\u00edveis sobre aborto, sobre legalidade&#8221;, explicou a poeta.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A arte, nesse contexto, funciona como uma porta de entrada para conversas que nem sempre encontram espa\u00e7o no cotidiano. Em vez de apresentar respostas prontas, a poesia provoca perguntas. Em vez de afastar o p\u00fablico pela dureza dos temas, aproxima pela emo\u00e7\u00e3o. \u00c9 justamente essa capacidade de di\u00e1logo que a artista pretende levar para al\u00e9m de Mucug\u00ea, fazendo da estreia na Flig\u00ea o primeiro passo de uma trajet\u00f3ria que dever\u00e1 alcan\u00e7ar outros p\u00fablicos e territ\u00f3rios brasileiros.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">\u00c9 tamb\u00e9m por isso que <em>Fyah: Do \u00d3dio ao Amor<\/em> n\u00e3o fala apenas sobre o \u00f3dio. Fala sobre o que fazer com a raiva, com a dor e com as marcas deixadas pelas viol\u00eancias sociais. Fala sobre transformar sentimentos em consci\u00eancia e movimento. E fala sobre a possibilidade de pessoas negras tamb\u00e9m se reconhecerem no amor, no cuidado e na constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos.\u00a0\u201c\u00c9 um espet\u00e1culo para fazer a gente refletir, para que as pessoas possam refletir sobre esses sentimentos, que eles s\u00e3o leg\u00edtimos e como eles podem usar esses sentimentos\u201d, resume Negafyah.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A passagem da artista pela Flig\u00ea tamb\u00e9m foi marcada pela experi\u00eancia de estar em Mucug\u00ea. Ela j\u00e1 havia visitado a cidade em 2019, mas conta que, naquela ocasi\u00e3o, n\u00e3o teve tempo de conhec\u00ea-la profundamente. Desta vez, entre uma atividade e outra, caminhou pelas tendas liter\u00e1rias, visitou restaurantes, assistiu a shows e encontrou outros artistas.\u00a0\u201cFoi maravilhoso, eu amei\u201d, conta. \u201cEu vim aqui em 2019, mas n\u00e3o curti tanto a cidade, foi muito r\u00e1pido. E dessa vez eu tive a oportunidade de transitar nas tendas liter\u00e1rias e nos restaurantes e assistir aos shows.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Mais do que uma agenda de trabalho, a artista encontrou tempo para estar no lugar. \u201cPara mim, foi uma experi\u00eancia muito boa de estar aqui, de encontrar outros artistas tamb\u00e9m, de fazer essa troca, que \u00e0s vezes a gente est\u00e1 em Salvador, mas \u00e9 super tudo muito r\u00e1pido.\u201d\u00a0Em Mucug\u00ea, ela encontrou outra possibilidade de conviv\u00eancia. \u201cAqui a gente teve esse tempo de sentar, de comer, de respirar, de caminhar em um outro tempo.\u201d<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Talvez seja justamente esse outro tempo, t\u00e3o pr\u00f3prio da cidade, que tenha ajudado a prolongar a experi\u00eancia para al\u00e9m do palco. \u201cMucug\u00ea tem esse lugar de um tempo passado do tempo dele, e isso foi muito bom. Eu quero retornar novamente para essa cidade, tanto para a festa liter\u00e1ria quanto para outras agendas e, principalmente, para passear tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Entre o \u00f3dio que denuncia as feridas e o amor que insiste em construir caminhos, <em>Fyah: Do \u00d3dio ao Amor<\/em> deixou na Flig\u00ea mais do que uma apresenta\u00e7\u00e3o. Deixou perguntas, mem\u00f3rias e a sensa\u00e7\u00e3o de que sentimentos considerados dif\u00edceis tamb\u00e9m podem ser mat\u00e9ria de cria\u00e7\u00e3o. Em Mucug\u00ea, onde a artista escolheu dar o primeiro passo de uma trajet\u00f3ria pensada para circular pelo Brasil, a raiva n\u00e3o precisou ser escondida e o amor n\u00e3o precisou ser suavizado. Ambos puderam existir, confrontar-se e, sobretudo, provocar reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Flig\u00ea 2026 \u2013 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A nona edi\u00e7\u00e3o da Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea foi contemplada no Edital de Apoio \u00e0s Festas, Feiras e Festivais Liter\u00e1rios (N.\u00ba 01\/2024). O edital \u00e9 direcionado \u00e0 modalidade de fomento \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es culturais, conforme o Decreto Federal N.\u00ba 11.453\/2023, a Pol\u00edtica Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 12.365\/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 13.193\/2014), o Plano Estadual de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia (Lei N.\u00ba 13.559\/2016) e a Lei Federal N.\u00ba 14.133\/2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifus\u00e3o Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia, por meio da TVE Bahia<\/span><\/p>\n<p>Texto: Samara Dias<br \/>\nFotos: Igor Noaves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi na Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea (Flig\u00ea) que Negafyah escolheu apresentar pela primeira vez Fyah: Do \u00d3dio ao Amor, espet\u00e1culo po\u00e9tico-musical adaptado do livro da artista. 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