{"id":6839,"date":"2026-08-16T13:30:49","date_gmt":"2026-08-16T16:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/?p=6839"},"modified":"2026-08-19T16:07:39","modified_gmt":"2026-08-19T19:07:39","slug":"eliana-rodrigues-transforma-memorias-de-mulheres-em-literatura-na-flige","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/eliana-rodrigues-transforma-memorias-de-mulheres-em-literatura-na-flige\/","title":{"rendered":"Eliana Rodrigues transforma mem\u00f3rias de mulheres em literatura na Flig\u00ea"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Autora de &#8220;Hist\u00f3rias de Mulheres&#8221; fala sobre av\u00f3, m\u00e3e e inf\u00e2ncia como mat\u00e9ria-prima de seu primeiro livro, lan\u00e7ado pela editora Caramur\u00ea<\/span><\/i><\/h4>\n<p>Antes de virar livro, as hist\u00f3rias de Eliana Rodrigues j\u00e1 circulavam em outro formato: um gesto, uma palavra, um jeito de ser guardado na mem\u00f3ria. Foi esse material, colhido da pr\u00f3pria vida da autora, que deu origem a <em>Hist\u00f3rias de Mulheres<\/em>, lan\u00e7ado pela editora Caramur\u00ea, de Salvador, e apresentado na Tenda Liter\u00e1ria da Flig\u00ea.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o narrativas que emanam da minha mem\u00f3ria, das pessoas que conheci, dos la\u00e7os familiares, das figuras com quem convivi e daquelas que observei no cotidiano&#8221;, contou Eliana. Segundo ela, um gesto, uma palavra ou uma maneira singular de agir eram est\u00edmulo suficiente para dar origem a um conto, e foi o acolhimento em torno dessas hist\u00f3rias, ao reuni-las, que abriu caminho para a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Questionada sobre de que lugar parte sua narrativa: do pr\u00f3prio olhar ou da observa\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias alheias, a autora foi direta: &#8220;o olhar que predomina \u00e9 o meu, o olhar da crian\u00e7a, da adolescente e, posteriormente, da mulher.&#8221; Muitas das hist\u00f3rias, contou, nasceram de figuras que povoaram sua inf\u00e2ncia, como a av\u00f3 e a m\u00e3e, o que faz do livro, em suas palavras, &#8220;a tradu\u00e7\u00e3o da minha percep\u00e7\u00e3o&#8221;. Ainda assim, Eliana faz quest\u00e3o de um recuo: n\u00e3o se define como &#8220;escritora&#8221; no sentido profissional, mas como algu\u00e9m que se deixa inspirar pelas hist\u00f3rias de vida ao redor.<\/p>\n<p>A conversa tamb\u00e9m passou pelo lugar da literatura escrita por mulheres em um momento de retrocessos nos direitos femininos. Para Eliana, toda produ\u00e7\u00e3o realizada por uma mulher na literatura, no cinema, no teatro ou na m\u00fasica \u00e9, hoje, um ato de pot\u00eancia. \u00c9 o caso da av\u00f3 que aparece em seu livro: &#8220;uma mulher de outra gera\u00e7\u00e3o, que, embora sem instru\u00e7\u00e3o formal, possu\u00eda uma sabedoria singular&#8221;, descreveu a autora, acrescentando acreditar que todas as mulheres carregam essa mesma sabedoria.<\/p>\n<p>Eliana n\u00e3o descarta a capacidade de autores homens transitarem pelo universo feminino. Ela citou Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro, em <em>A Casa dos Budas Ditosos<\/em>, como exemplo. Mas defende que uma mulher narrando outras mulheres carrega uma pot\u00eancia particular, fruto da viv\u00eancia: &#8220;ela compreende o mundo a partir da sua pr\u00f3pria viv\u00eancia, com todas as suas particularidades.&#8221; Por isso, resume, considera <em>Hist\u00f3rias de Mulheres<\/em> uma obra profundamente feminina, atravessada por sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e maturidade.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rep\u00f3rter: Kamile Cardoso\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fot\u00f3grafo: Thalis\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Flig\u00ea 2026 \u2013 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A nona edi\u00e7\u00e3o da Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea foi contemplada no Edital de Apoio \u00e0s Festas, Feiras e Festivais Liter\u00e1rios (N.\u00ba 01\/2024). O edital \u00e9 direcionado \u00e0 modalidade de fomento \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es culturais, conforme o Decreto Federal N.\u00ba 11.453\/2023, a Pol\u00edtica Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 12.365\/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 13.193\/2014), o Plano Estadual de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia (Lei N.\u00ba 13.559\/2016) e a Lei Federal N.\u00ba 14.133\/2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifus\u00e3o Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia, por meio da TVE Bahia<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autora de &#8220;Hist\u00f3rias de Mulheres&#8221; fala sobre av\u00f3, m\u00e3e e inf\u00e2ncia como mat\u00e9ria-prima de seu primeiro livro, lan\u00e7ado pela editora Caramur\u00ea Antes de virar livro, as hist\u00f3rias de Eliana Rodrigues j\u00e1 circulavam em outro formato: um gesto, uma palavra, um jeito de ser guardado na mem\u00f3ria. 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