{"id":6713,"date":"2026-08-14T17:30:59","date_gmt":"2026-08-14T20:30:59","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/?p=6713"},"modified":"2026-08-19T15:53:15","modified_gmt":"2026-08-19T18:53:15","slug":"semente-raiz-arvore-fruto-mesa-na-flige-revisita-a-trajetoria-da-editora-raiz-livraria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/semente-raiz-arvore-fruto-mesa-na-flige-revisita-a-trajetoria-da-editora-raiz-livraria\/","title":{"rendered":"Semente, raiz, \u00e1rvore, fruto: mesa na Flig\u00ea revisita a trajet\u00f3ria da Editora Raiz Livraria"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><em>Katiana Rigaud, Fernando Costa Lino e Jos\u00e9 S\u00e9rgio Batista dividiram a mesa em Mucug\u00ea para falar sobre mem\u00f3ria, autoria independente e os caminhos que levaram um coletivo a se tornar editora<\/em><\/h4>\n<p>Antes de virar editora, a Raiz Livraria foi um punhado de cartas e pacotes. Um clube de assinatura que levava livros de autores independentes de todo o Brasil a leitores espalhados pelo pa\u00eds. A pandemia, que isolou tanta gente, foi paradoxalmente o que aproximou esse grupo do encontro presencial. Terminada pandemia, vieram os eventos, os abra\u00e7os, o Free Caf\u00e9, que ficou conhecido entre os leitores baianos, em Salvador. E o clube, sem deixar de ser clube, virou algo maior: um coletivo de escritores da Bahia.<\/p>\n<p>Foi essa hist\u00f3ria, contada por Katiana Rigaud, uma das fundadoras da Raiz Livraria, que abriu a mesa &#8220;A hist\u00f3ria por tr\u00e1s da hist\u00f3ria: semente, raiz, \u00e1rvore, fruto&#8221;, na Flig\u00ea 2026, mediada por Katiana Rigaud, nesta sexta-feira (14). Ao lado dela, Fernando Costa Lino e Jos\u00e9 S\u00e9rgio Batista, autores independentes que hoje colhem, junto ao coletivo, os frutos de um projeto pensado para durar.<\/p>\n<p>&#8220;Somos amigos de verdade. E isso que faz tudo valer a pena&#8221;, resumiu Katiana, ao explicar por que insiste em chamar o grupo de arte-amizade. Segundo ela, foi observando as pr\u00f3prias mesas de bate-papo que a fundadora percebeu o que tornava os livros do coletivo especiais: n\u00e3o era s\u00f3 o texto, era a trajet\u00f3ria de quem escrevia. &#8220;Os leitores se conectam como um leitor, como um autor&#8221;, disse. Dessa percep\u00e7\u00e3o nasceu o livro que d\u00e1 nome ao projeto, uma colet\u00e2nea de contos autobiogr\u00e1ficos e liter\u00e1rios que registra a mem\u00f3ria de cada autor do grupo.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo da mesa segue a met\u00e1fora que a pr\u00f3pria Katiana cultiva para contar a trajet\u00f3ria da editora. &#8220;A gente sempre diz que a gente \u00e9 uma sementinha boa, que germinou, criou raiz. &#8220;A raiz virou \u00e1rvore na Bienal do Livro, apresentada em um momento que ela descreve como um dos mais emocionantes da hist\u00f3ria do coletivo. Na Flig\u00ea, chegou a vez dos frutos: os livros lan\u00e7ados sob o selo que, de coletivo informal, se consolidou como editora.<\/p>\n<p>Um desses frutos \u00e9 &#8220;Mem\u00f3rias de um her\u00f3i sonhador&#8221;, terceiro livro de Fernando Costa Lino e sua primeira autobiografia. Para o autor, participar da Flig\u00ea, \u00a0tem um significado que vai al\u00e9m do lan\u00e7amento. \u00c9 a primeira vez que viaja sozinho, organizando a pr\u00f3pria rotina longe de casa, entre trilhas nos arredores de Mucug\u00ea e os momentos de escrita que a viagem, segundo ele, acabou inspirando. &#8220;Acaba sendo at\u00e9 bom voc\u00ea dar um tempo da realidade, at\u00e9 para ajudar com essas coisas da inspira\u00e7\u00e3o&#8221;, contou, ao descrever como aproveitou os intervalos da feira para adiantar outros projetos.<\/p>\n<p>J\u00e1 Jos\u00e9 S\u00e9rgio Batista, autor de &#8220;Sil\u00eancio dos Labirintos&#8221;, destacou o papel da Flig\u00ea como ponte entre autores independentes e um p\u00fablico que vai al\u00e9m de Mucug\u00ea. &#8220;A Flig\u00ea abre um espa\u00e7o muito bom para n\u00f3s, autores independentes, porque \u00e9 uma feira que j\u00e1 est\u00e1 consagrada no circuito liter\u00e1rio baiano e tamb\u00e9m traz estudantes e leitores das cidades vizinhas, como Andara\u00ed, Itait\u00ea e Seabra.&#8221; Para ele, a feira funciona como vitrine regional, ampliando o alcance de um trabalho que, muitas vezes, escapa aos holofotes da grande m\u00eddia. &#8220;N\u00f3s somos um coletivo de autores baianos, independentes e contempor\u00e2neos&#8221;, resumiu.<\/p>\n<p>Entre a semente do clube de assinatura e os frutos apresentados em Mucug\u00ea, a Raiz Livraria construiu um caminho que mistura afeto e of\u00edcio. Na Flig\u00ea 2026, esse percurso ganhou uma mesa inteira para ser contado, e autores como Fernando Costa Lino, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Batista e Katiana Rigaud para mostrar onde esse enraizamento os levou.<\/p>\n<p>Flig\u00ea 2026 &#8211; A nona edi\u00e7\u00e3o da Feira Liter\u00e1ria de Mucug\u00ea foi contemplada no Edital de Apoio \u00e0s Festas, Feiras e Festivais Liter\u00e1rios (N.\u00ba 01\/2024). O edital \u00e9 direcionado \u00e0 modalidade de fomento \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es culturais, conforme o Decreto Federal N.\u00ba 11.453\/2023, a Pol\u00edtica Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 12.365\/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei N.\u00ba 13.193\/2014), o Plano Estadual de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia (Lei N.\u00ba 13.559\/2016) e a Lei Federal N.\u00ba 14.133\/2021.<\/p>\n<p>O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifus\u00e3o Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia, por meio da TVE Bahia.<\/p>\n<p>Texto: Samara Dias<br \/>\nFotos: Lua Ife<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Katiana Rigaud, Fernando Costa Lino e Jos\u00e9 S\u00e9rgio Batista dividiram a mesa em Mucug\u00ea para falar sobre mem\u00f3ria, autoria independente e os caminhos que levaram um coletivo a se tornar editora Antes de virar editora, a Raiz Livraria foi um punhado de cartas e pacotes. 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