{"id":4187,"date":"2022-07-21T11:13:41","date_gmt":"2022-07-21T14:13:41","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge01.com.br\/2022\/?page_id=4187"},"modified":"2026-07-24T19:34:05","modified_gmt":"2026-07-24T22:34:05","slug":"exposicoes","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2026\/exposicoes\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica Paisagens das Lavras Diamantinas<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\">13 a 16 de agosto de 2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Casar\u00e3o<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo Thalison Ribeiro apresenta a exposi\u00e7\u00e3o Paisagens das Lavras Diamantinas, resultado de doze anos de imers\u00e3o fotogr\u00e1fica sobre o cen\u00e1rio marcado pela epopeia do diamante na Bahia.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie percorre vest\u00edgios materiais do ciclo do diamante na Chapada Diamantina, retratando as &#8220;tocas&#8221; de garimpeiros, ru\u00ednas, aquedutos e estruturas constru\u00eddas durante a intensa explora\u00e7\u00e3o mineral que transformou a Serra do Sincor\u00e1 a partir da descoberta de grandes jazidas de diamante, em meados do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a descoberta dos diamantes, em 1844, no Riach\u00e3o do Mucug\u00ea, a not\u00edcia espalhou-se rapidamente, atraindo milhares de pessoas vindas dos quatro cantos da Bahia e do estado de Minas Gerais em busca do brilho das pedras preciosas, ent\u00e3o encontradas com relativa facilidade no cascalho virgem dos rios e nas ricas grupiaras das serras. Esse movimento deu origem \u00e0s afamadas Lavras Diamantinas, denomina\u00e7\u00e3o que consagrou a regi\u00e3o como a maior produtora mundial de diamantes durante muitos anos.<\/p>\n<p>Entretanto, as t\u00e9cnicas de garimpagem, concentradas principalmente na explora\u00e7\u00e3o do cascalho aluvial, levaram ao progressivo esgotamento das jazidas mais acess\u00edveis. Somado a isso, o surgimento da concorr\u00eancia das minas sul-africanas, descobertas em 1867, contribuiu para o decl\u00ednio da atividade. Como consequ\u00eancia, ocorreu um intenso \u00eaxodo populacional, e os garimpeiros abandonaram a regi\u00e3o, deixando para tr\u00e1s um vasto patrim\u00f4nio material composto por obras de grande porte e not\u00e1vel engenhosidade, testemunhos de um per\u00edodo de prosperidade econ\u00f4mica que marcou profundamente a hist\u00f3ria local.<\/p>\n<p>A corrida pelo diamante provocou profundas transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas e demogr\u00e1ficas na Bahia, impulsionando o povoamento de \u00e1reas at\u00e9 ent\u00e3o pouco habitadas. Ao mesmo tempo, alterou radicalmente a paisagem: florestas foram derrubadas, cursos d&#8217;\u00e1gua desviados e extensas estruturas de pedra erguidas para sustentar a atividade garimpeira \u2014 algumas delas de dimens\u00e3o monumental.<\/p>\n<p>Entre as in\u00fameras constru\u00e7\u00f5es em pedra catalogadas e interpretadas ao longo da pesquisa, a mostra destaca as tocas, os ranchos e o complexo sistema hidr\u00e1ulico de capta\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua destinado \u00e0 lavagem do cascalho nas serras. Essas estruturas surpreendem pela engenhosidade de seus &#8220;bicanos&#8221; e pela diversidade de abrigos utilizados pelos garimpeiros e suas fam\u00edlias durante os tempos de riqueza e prosperidade das lavras. As 28 fotografias da exposi\u00e7\u00e3o investigam a perman\u00eancia dessas marcas na paisagem contempor\u00e2nea. Captadas em preto e branco, as imagens enfatizam a dramaticidade das cenas e suspendem o tempo hist\u00f3rico, aproximando ru\u00edna, mem\u00f3ria e territ\u00f3rio. Entre vest\u00edgios arquitet\u00f4nicos e a presen\u00e7a do garimpeiro, a exposi\u00e7\u00e3o revela n\u00e3o apenas a hist\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o legado deixado pela complexa rela\u00e7\u00e3o entre homem, natureza e ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em><strong>Thalison Ribeiro<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica Paisagens das Lavras Diamantinas 13 a 16 de agosto de 2026 Casar\u00e3o O fot\u00f3grafo Thalison Ribeiro apresenta a exposi\u00e7\u00e3o Paisagens das Lavras Diamantinas, resultado de doze anos de imers\u00e3o fotogr\u00e1fica sobre o cen\u00e1rio marcado pela epopeia do diamante na Bahia. 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