{"id":4803,"date":"2022-08-15T00:48:22","date_gmt":"2022-08-15T03:48:22","guid":{"rendered":"http:\/\/fligemucuge01.com.br\/2022\/?p=4803"},"modified":"2022-08-15T12:01:12","modified_gmt":"2022-08-15T15:01:12","slug":"eliana-alves-cruz-e-livia-natalia-emocionam-ao-contar-memorias-sobre-as-suas-maes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fligemucuge.com.br\/2025\/eliana-alves-cruz-e-livia-natalia-emocionam-ao-contar-memorias-sobre-as-suas-maes\/","title":{"rendered":"Eliana Alves Cruz e Livia Natalia emocionam p\u00fablico da Flig\u00ea"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Mesa \u201cLiteratura: cura e cicatriz. A escrita como ant\u00eddoto e mem\u00f3ria\u201d discute como a escrita e a literatura servem como ref\u00fagio para dores pessoais e coletivas<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proximidade dos temas criativos e viv\u00eancias pessoais das escritoras Eliana Alves Cruz e Livia Nat\u00e1lia fez com que a tarde deste s\u00e1bado (13) fosse um momento de conex\u00e3o e partilha sobre literatura, negritude e as formas que temos para entender as dores e as viol\u00eancias sofridas coletivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escritora carioca Eliana Alves Cruz e a poeta baiana Livia Nat\u00e1lia participaram da mesa \u201cLiteratura: cura e cicatriz. A escrita como ant\u00eddoto e mem\u00f3ria\u201d, com a media\u00e7\u00e3o da professora doutora Jamile Borges.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com muitos momentos emocionantes, escritoras e p\u00fablico foram \u00e0s l\u00e1grimas enquanto as duas compartilhavam mem\u00f3rias sobre suas m\u00e3es e suas ancestralidades. Os processos criativos das escritoras fazem dos seus poemas, no caso de L\u00edvia Nat\u00e1lia, e seus romances, no caso de Eliana Alves Cruz, sejam, tamb\u00e9m, tentativas de compreender o mundo, de criar la\u00e7os, de se refugiar em momentos dif\u00edceis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para L\u00edvia Nat\u00e1lia, a poesia tem a fun\u00e7\u00e3o de n\u00e3o nos deixar esquecer. E, em seu pr\u00f3ximo livro, \u201cEm face dos \u00faltimos acontecimentos\u201d, ela criou poemas-mem\u00f3rias dos \u00faltimos quatro anos, inspirados em not\u00edcias que a tocaram. Um desses poemas, foi inspirado no caso da crian\u00e7a que foi impedida de realizar um aborto legal. Outro, lido pela primeira vez na Flig\u00ea, deixou o audit\u00f3rio silencioso. Ao longo do poema, a escritora mesclava datas, n\u00fameros de mortos e declara\u00e7\u00f5es do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia de COVID-19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A poeta afirmou que n\u00e3o gostaria de ter escrito esse livro, mas a poesia \u00e9 uma das formas que ela tem de tentar entender o mundo. \u201cUma das formas que eu tenho de me relacionar com a escrita \u00e9 olhar a cena intrag\u00e1vel e transform\u00e1-la em algo que eu consiga entender\u201d. Nesse caso, para L\u00edvia Nat\u00e1lia e para os seus leitores, um poema faz com que a gente entenda e sinta o mundo. \u201cSe voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 disposto a sentir, voc\u00ea n\u00e3o vai nem abrir o livro de poesia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo livro que a poeta lan\u00e7ar\u00e1 este ano, \u201cDaqui se v\u00ea o mar\u201d, \u00e9 inspirado na rela\u00e7\u00e3o com a sua m\u00e3e, que tem mal de Alzheimer, e no que a poeta sente ao ver as mem\u00f3rias de quem a criou desaparecerem com o avan\u00e7o da doen\u00e7a. Ao ler \u201cElegia\u201d, que fala desse processo e tem o verso \u201cuma filha enlutada \u00e9 um afeto pesado\u201d, e \u201cPoema de Ano Novo\u201d, a escritora se emocionou e recebeu um abra\u00e7o apertado, cheio de afeto, e um beijo da tamb\u00e9m amiga Eliana Alves Cruz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Uma hist\u00f3ria rememorada e compartilhada<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eliana tamb\u00e9m come\u00e7ou a sua fala lembrando da sua m\u00e3e, que morreu de forma s\u00fabita, de um infarto fulminante. Para ela, o ato de mergulhar na escrita, veio depois da morte de sua m\u00e3e, para responder a pergunta sobre \u201cpor que esse cora\u00e7\u00e3o explodiu\u201d. \u201cTudo o que eu escrevo precisa testemunhar porque aquele cora\u00e7\u00e3o explodiu t\u00e3o cedo. A aus\u00eancia da minha m\u00e3e \u00e9 a presen\u00e7a em tudo o que eu escrevo\u201d. Para Eliana, antes de falar da cura, que seria trazida pela literatura, \u00e9 preciso falar da ferida, no que causou a ferida. \u201cE esse processo exige muita coragem, de se transbordar em poemas e vir numa plateia cheia e colocar todas as suas dores\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira o v\u00eddeo completo da mesa no nosso canal do YouTube<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MUoOpg9XfVg\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fotos Vin\u00edcius Brito<\/em><em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesa \u201cLiteratura: cura e cicatriz. 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